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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Comandos mais usados para Linux





Independente da Distro, o Linux tem uma coisa comum: O terminal de comandos. 
Muito usado especialmente por Administradores , o terminal de comandos do linux serve para fazer absolutamente tudo, seja usando na própria máquina ou por acesso remoto via SSH.

Devido a isso, resolvi então, compartilhar um pouco do meu conhecimento sobre essa parte desse sistema operacional tão apaixonante e completo que é o Sistema do Pinguim... espero que aproveitem:

Editores de Texto

Usados para criar ou alterar conteúdo de arquivos de configuração e/ou arquivos executáveis (shell scripts - equivalentes aos arquivos .bat do MS-DOS)
  • emacs: Editor de texto screen-oriented
  • mcedit: Editor de texto muito completo,  parecido com o Edit do MS-DOS
  • pico: Editor de texto screen-oriented, também chamado de nano
  • sed: Editor de texto stream-oriented
  • vi: Editor de texto full-screen
  • vim: Editor de texto full-screen melhorado (vi improved)
Comandos de Controle e Acesso
  • exit: Terminar a sessão, ou seja, a shell (mais ajuda digitando man sh ou man csh)
  • logout: Terminar a sessão atual, mas apenas na C shell e na bash shell
  • passwd: Mudar a password do usuário logado
  • rlogin: Logar de forma segura em outro sistema Unix/Linux
  • ssh: Sessão segura, vem de secure shell, e permite-nos logar num servidor remoto através do protocolo ssh
  • slogin: Versão segura do rlogin
Comandos de Comunicações
  • mail: Enviar e receber emails
  • mesg: Permitir ou negar mensagens de terminal e pedidos de conversação (talk requests)
  • pine: Outra forma de enviar e receber emails, uma ferramenta rápida e prática
  • talk: Falar com outros utilizadores que estejam logados no momento
  • write: Escrever para outros utilizadores que estejam logados no momento
Comandos de Manipulação de Arquivos e Diretorios
  • cd: Mudar de diretório atual, como por exemplo cd diretório, cd .., cd /
  • chmod: Mudar a proteção de um arquivo ou diretório, como por exemplo chmod 777, parecido com o attrib do MS-DOS
  • chown: Mudar o dono ou grupo de um arquivo ou diretório, vem de change owner
  • chgrp: Mudar o grupo de um arquivo ou diretório
  • cmp: Compara dois arquivos
  • comm: Seleciona ou rejeita linhas comuns a dois arquivos selecionados
  • cp: Copia arquivos, como o copy do MS-DOS
  • crypt: Encripta ou Descripta arquivos (apenas CCWF)
  • diff: Compara o conteúdo de dois arquivos ASCII
  • file: Determina o tipo de arquivo
  • grep: Procura um arquivo por um padrão, sendo um filtro muito útil e usado, por exemplo um cat a.txt | grep ola irá mostrar-nos apenas as linhas do arquivo a.txt que contenham a palavra “ola”
  • gzip: Comprime ou expande arquivo
  • ln: Cria um link a um arquivo
  • ls: Lista o conteúdo de uma diretório, semelhante ao comando dir no MS-DOS
  • lsof: Lista os arquivos abertos, vem de list open files
  • mkdir: Cria uma diretório, vem de make directory”
  • mv: Move ou renomeia arquivos ou diretórios
  • pwd: Mostra-nos o caminho por inteiro da diretório em que nos encontramos em dado momento, ou seja um pathname
  • quota: Mostra-nos o uso do disco e os limites
  • rm: Apaga arquivos, vem de remove, e é semelhante ao comando del no MS-DOS, é preciso ter cuidado com o comando rm * pois apaga tudo sem confirmação por defeito
  • rmdir: Apaga diretório, vem de remove directory
  • stat: Mostra o estado de um arquivo, útil para saber por exemplo a hora e data do último acesso ao mesmo
  • sync: Faz um flush aos buffers do sistema de arquivos, sincroniza os dados no disco com a memória, ou seja escreve todos os dados presentes nos buffers da memória para o disco
  • sort: Ordena, une ou compara texto, podendo ser usado para extrair informações dos arquivos de texto ou mesmo para ordenar dados de outros comandos como por exemplo listar arquivos ordenados pelo nome
  • tar: Cria ou extrai arquivos, muito usado como programa de backup ou compressão de arquivos
  • tee: Copia o input para um standard output e outros arquivos
  • tr: Traduz caracteres
  • umask: Muda as proteções de arquivos
  • uncompress: Restaura um arquivo comprimido
  • uniq: Reporta ou apaga linhas repetidas num arquivo
  • wc: Conta linhas, palavras e mesmo caracteres num arquivo
Exibição ou Impressão de Arquivos
  • cat: Mostra o conteúdo de um arquivo, como o comando type do MD-DOS, e é muito usado também para concatenar arquivos, como por exemplo fazendo cat a.txt b.txt > c.txt” para juntar o arquivo a.txt e b.txt num único de nome c.txt
  • fold: Encurta, ou seja, faz um fold das linhas longas para caberem no dispositivo de output
  • head: Mostra as primeiras linhas de um arquivo, como por exemplo com head -10 a.txt, ou usado como filtro para mostrar apenas os primeiros x resultados de outro comando
  • lpq: Examina a spooling queue da impressora
  • lpr: Imprime um arquivo
  • lprm: Remove jobs da spooling queue da impressora
  • more: Mostra o conteúdo de um arquivo, mas apenas uma tela de cada vez, ou mesmo output de outros comandos, como por exemplo ls | more
  • less: Funciona como o more, mas com menos features, menos características e potenciais usos
  • page: Funciona de forma parecida com o comando more, mas exibe as telas de forma invertida ao comando more
  • pr: Pagina um arquivo para posterior impressão
  • tail: Funciona de forma inversa ao comando head, mostra-nos as últimas linhas de um arquivo ou mesmo do output de outro comando, quando usado como filtro
  • zcat: Mostra-nos um arquivo comprimido
  • xv: Serve para exibir, imprimir ou mesmo manipular imagens
  • gv: Exibe arquivos ps e pdf
  • xpdf: Exibe arquivos pdf, usa o gv
Transferência de Arquivos
  • ftp: Vem de file transfer protocol, e permite-nos, usando o protocolo de transferência de arquivos ftp, transferir arquivos entre vários hosts de uma rede, como a um servidor de ftp para enviar ou puxar arquivos
  • rsync: Sincroniza de forma rápida e flexível dados entre dois computadores
  • scp: Versão segura do rcp
Comandos de Rede
  • netstat: Mostra o estado da rede
  • rsh: Um shell em outros sistemas UNIX
  • ssh: Versão segura do rsh
  • nmap: Poderoso port-scan, para visualizarmos portas abertas num dado host
  • ifconfig: Visualizar os ips da nossa máquina, entre outras funções relacionadas com ips
  • ping: Pingar um determinado host, ou seja, enviar pacotes icmp para um determinado host e medir tempos de resposta, entre outras coisas
Controle de Processos
  • kill: Mata um processo, como por exemplo kill -kill 100ou kill -9 100 ou kill -9 %1
  • bg: Coloca um processo suspenso em background
  • fg: Ao contrário do comando bg, o fg traz de volta um processo ao foreground
  • jobs: Permite-nos visualizar jobs em execução, quando corremos uma aplicação em background, poderemos ver esse job com este comando, e termina-lo com um comando kill -9 %1, se for o jobnúmero 1, por exemplo
  • top: Lista os processos que mais cpu usam, útil para verificar que processos estão a provocar um uso excessivo de memória, e quanta percentagem decpu cada um usa em dado momento
  • ^y: Suspende o processo no próximo pedido de input
  • ^z: Suspende o processo actual
Comandos de Informação de Estado

  • clock: Define a hora do processador
  • date: Exibe a data e hora
  • df: Exibe um resumo do espaço livre em disco
  • du: Exibe um resumo do uso do espaço em disco
  • env: Exibe as variáveis de ambiente
  • finger: Pesquisa informações de utilizadores
  • history: Lista os últimos comandos usados, muito útil para lembrar também de que comandos foram usados para fazer determinada acção no passado ou o que foi feito em dada altura
  • last: Indica o último login de utilizadores
  • lpq: Examina a spool queue
  • manpath: Mostra a path de procura para as páginas do comando man
  • printenv: Imprime as variáveis de ambiente
  • ps: Lista a lista de processos em execução, útil para saber o pid de um processo para o mandar abaixo com o comando kill, entre outras coisas
  • pwd: Mostra-nos o caminho por inteiro do diretório em que nos encontramos em dado momento, ou seja um pathname
  • set: Define variáveis da sessão, ou seja, da shell, na C shell, na bash ou na ksh
  • spend: Lista os custos ACITS UNIX até à data
  • time: Mede o tempo de execução de programas
  • uptime: Diz-nos há quanto tempo o sistema está funcional, quando foi ligado e o seu uptime
  • w: Mostra-nos quem está no sistema ou que comando cada job está a executar
  • who: Mostra-nos quem está logado no sistema
  • whois: Serviço de diretório de domínios da Internet, permite-nos saber informações sobre determinados domínios na Internet, quando um domínio foi registado, quando expira, etc
  • whoami: Diz-nos quem é o dono da shell


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ubuntu Edge: a revolução dos smartphones

E pra recomeçar vou falar do badaladíssimo lançamento da Canonical: o primeiro Smartphone com LINUX.. isso mesmo o aparelho virá com uma versão mobile do Ubuntu.




Pare e pense: qual foi o último smartphone que você viu apresentar uma grande inovação? Tirando alguns ajustes de software, uma câmera melhor e uma leve melhoria de hardware a cada geração de dispositivos, todas as empresas estão praticamente estagnadas e desenvolvendo aparelhos cada vez mais parecidos entre si.

E foi por isso que o anúncio do Ubuntu Edge, o primeiro projeto de smartphone da Canonical, brilhou após sua revelação. O dispositivo não se limitaria a ser um celular com dual-boot de Ubuntu Phone e Android, mas funcionaria como um PC completo quando conectado a um monitor.

Além de chutar para o alto toda e qualquer disputa sobre especificações, ostentando (ainda teóricos) 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento, a empresa promete a inclusão do que houver de mais rápido em processadores multi-core no mercado, sem especificar um modelo.

Com estas configurações, o Edge não só lideraria a corrida por celulares cada vez mais interessantes, como se compararia a PCs de médio desempenho e tornaria a integração entre o dispositivos ainda mais lisa e a experiência unificada. Seu nível de inovação forçaria outras fabricantes a correrem atrás para trazer novidades além de pequenos retoques na versão anterior de seus dispositivos, como acontece atualmente.

O dispositivo pode até mesmo dar mais força para a Canonical competir por uma maior fatia de mercado para o Ubuntu para desktops. O celular, caso bem sucedido, pode ser uma porta de entrada para tantos usuários acostumados ao Windows e que nunca tiveram a oportunidade ou interesse em conhecer outras plataformas.

A Motorola já havia pensado em uma solução semelhante com o seu Atrix, que poderia ser conectado a um laptop para execução de alguns aplicativos, mas o recurso nunca foi para frente. O hardware era limitado pela época e sua usabilidade era bastante restrita, o que não parece ser o caso do UbuntuEdge, que deve trazer a experiência completa do Ubuntu, mas compilada para processadores ARM, com especificações compatíveis com o sistema.

A empresa também promete que, se conseguir fazer o projeto decolar, conseguirá contemplar os fundadores do projeto com um dispositivo de altíssimo desempenho pela bagatela de US$ 830 (ou US$ 600 para quem bancou o projeto no primeiro dia). O valor é alto para um celular, mas é praticamente o mesmo de um iPhone 5 de 64 GB nos EUA. Pelas configurações e possibilidades, ele vale a pena.

Caso o aparelho tenha sucesso, a desenvolvedora do Ubuntu já pensa em tentar transformar o Edge em um lançamento anual, voltado para a comunidade de entusiastas. E com mais experiência, a tendência seriam aparelhos cada vez melhores, potentes e com mais recursos. Talvez uma espécie de computação modular, acrescentando poder de processamento ao computador em que ele esteja ligado? É apenas especulação, mas seria interessante.

Mas aí entram alguns poréns nas promessas da Canonical. Seu projeto é inovador e ambicioso, mas restrito. A empresa só garante a produção do Edge para aqueles que bancaram o desenvolvimento. Há grandes possibilidades de que o produto nunca chegue às prateleiras das grandes varejistas. A empresa justifica afirmando que as fabricantes não têm interesse em um produto tão à frente do tempo, devido aos custos e problemas decorrentes do projeto.


Outra questão a ser considerada é: US$ 32 milhões é muito dinheiro para uma campanha de arrecadação. A empresa justifica que sem apoio de uma grande fabricante, precisa recorrer aos fãs do Ubuntu para bancar o projeto. E para oferecer o dispositivo a um preço aceitável, precisa realizar uma produção massiva. Entretanto, por mais que os entusiastas do Ubuntu demonstrem interesse, é uma marca dificílima de ser alcançada. A empresa não promete devolver o dinheiro em caso de fracasso e, neste caso, o Ubuntu Edge não existirá, simples assim. A verba seria aplicada em outros projetos de smartphones, certamente não tão poderosos.

Apesar de um início arrebatador, com US$ 3 milhões em apenas um dia, o ânimo em volta do dispositivo começou a esfriar. Isso porque quem reservou o seu no primeiro dia pagou US$ 600, enquanto os outros precisarão desembolsar os US$ 830, que, por mais que valha a pena, ainda é muito dinheiro para os padrões americanos.

Além disso, o próprio Edge pode sofrer alterações em suas configurações. A Canonical deixa bem claro em sua página no IndieGogo que, apesar da previsão ambiciosa, ela ainda não é definitiva e pode ser modificada, provavelmente para baixo, o que poderia ser um golpe baixo em quem já deu seu dinheiro esperando receber o dispositivo prometido.


Fontes Info e Olhar Digital